sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Sobrevivência dos Pequenos Jornais de Brasília - reportagem/entrevista


SOBREVIVÊNCIA DOS PEQUENOS JORNAIS DE BRASÍLIA - DF

Entrevista com Ivana Garcia.

Jornalista e Relações Públicas formada pela Faculdade de Comunicação Hélio Alonso do Rio de Janeiro - RJ.

1. Como resgatar leitores para o pequeno jornal?

Por meio de matérias de interesse da comunidade, preferencialmente de utilidade pública social;

por promoções (sorteios);

por distribuição gratuita temporária ou permanente;


2. As matérias dos pequenos jornais tem profundidade?

De modo geral não, no entanto, isto depende da ação da editoria e do compromisso jornalístico do veículo.

3. Você como jornalista considera que o jornal coletivo acrescenta informação?

Apesar de grande parte dos pequenos veículos não investirem em profundidade editorial jornalística e por vezes servirem a interesses políticos ou comerciais locais,qualquer periódico acrescenta informação a sociedade.

4. Esses pequenos tablóides sensacionalistas como os policiais que mostram imagens de muito sangue em suas manchetes, acrescentam informações necessárias?

Acredito que acrescente, porém, se trata de informação distorcida e mal qualificada, pois a prioridade é a venda do exemplar e não a conscientização do leitor frente a um fato. A informação existe e chega à sociedade, porém é de baixa qualidade e distorce o entendimento do leitor, pode não formar opinião legítima.


PEQUENOS JORNAIS SOBREVIVEM NO DF ?

É possível afirmar que sim, pequenos jornais sobrevivem no DF. Isto porque, o Distrito Federal possui características peculiares. Existem empresários-políticos formadores de opinião e capazes de financiar um pequeno jornal como um empreendimento. Claro, haverá um viés mais de interesse particular do que de isenção editorial-jornalística. No entanto, mesmo sob este aspecto, o veículo presta um serviço válido em termos de informações comunitárias. Pois a comunicação de interesse do financiador deve ser sustentada por informações de interesse público. Se o veículo for bem dirigido tecnicamente, ele se fortalece comercialmente e atrai anunciantes, assim, a responsabilidade editorial-jornalística tende a observar os interesses de informação de seu público-alvo, equilibrando-os com os interesses de seus financiadores.

Há muito o que se investigar quanto a abrangência e impacto social dos pequenos jornais no DF. Mas fica nesta breve matéria, um registro importante frente à validade de um veículo de mídia impressa jornalística. Ainda que seja de pequeno porte e servindo a interesses particulares, sempre haverá necessidade técnica e espaço para se publicar fatos e informações legítimas. Caso isso não ocorra, o veículo perde credibilidade e passa a não servir aos interesses particulares de quem o financia, por tanto, a necessidade de informação da sociedade local, preserva condições de sobrevivência de jornais, ainda que pequenos.

Ari Garcia. Em 20/09/07.
Aluno Jornalismo 7º semestre.

Um comentário:

Soll disse...

Ari,



O texto está muito "opinativo". Faltam as fontes (quem disse o que disse) para deixar a matéria com "credibilidade", fatos e dados concretos.


Dessa forma, o texto não está com o formato reportagem, falta apuração/citação etc.

Entendeu? Falta falar dos pequenos jornais do DF... quais são eles... você apenas cita o Coletivo...


Quanto à entrevista sugiro que você apresente melhor a entrevistada, com um breve perfil e coloque as respostas com um tom menos "seco".



Faça uma fotografia dos pequenos jornais do DF. Monte você a imagem.


Abraços,



Solange

ps. aguardo retorno do texto.