quinta-feira, 18 de março de 2010

Arte para informar melhor

O infográfico mostra a trajetória da viajem da família real portuguesa para o Brasil, em 1808.


Visite o blog Bastidores da Arte do Jornal O DIA e

veja outros recursos de ilustração jornalística.



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Dicas para publicação em Revista de Divulgação Científica

Instruções para autores

Quer publicar em Ciência Hoje?


Confira antes estas recomendações.



Por Ciência Hoje

Publicado em 06/11/2001



CIÊNCIA HOJE é uma revista de divulgação científica, que publica resultados de pesquisas feitas no Brasil e no exterior – de todas as áreas do conhecimento científico – para um público amplo e heterogêneo. Os leitores são, em geral, estudantes e professores de ensino médio, universitários e leigos que se interessam por ciência, mas não dominam necessariamente conceitos básicos de todas as áreas. Os textos da revista exigem, portanto, clareza e o máximo de simplicidade, dando ênfase a imagens (ilustrações ou fotos) que facilitem a sua compreensão.

AVALIAÇÃO

É desejável que os artigos submetidos a publicação destaquem a inserção do autor na área do conhecimento em questão. Os artigos não podem ter sido publicados anteriormente em outro veículo de larga divulgação (inclusive em mídia eletrônica); o mesmo não vale para revistas científicas (a publicação neste meio é recomendada). Sempre que oportuno, os resultados de pesquisa do autor devem ser expostos no texto. Todos os artigos, espontâneos ou encomendados, são avaliados pelos editores de Ciência Hoje e por especialistas da área abordada quanto à qualidade científica, à linguagem adotada e à conveniência de sua publicação.


Considerando que Ciência Hoje é essencialmente uma revista de divulgação científica, o artigo também será avaliado quanto à sua adequação para leitura pelo público não-especializado. Para tal, os artigos serão lidos por cientistas que possuam experiência em uma área temática diferente daquela do editor, ou dos especialistas consultados. Estes emitirão um parecer quanto à inteligibilidade do artigo, isto é, se as idéias e os conceitos contidos no texto são de fácil compreensão. Em seguida serão submetidos ainda a uma avaliação de forma e linguagem feita por um editor da redação. Essas opiniões serão de crucial importância para a aceitação ou recusa do artigo.


Com base nessa avaliação, os artigos podem ser recusados ou pode ser solicitada uma segunda versão ao autor. Os artigos aprovados são selecionados para publicação de acordo com a programação editorial da revista.


LINGUAGEM


É bom ressaltar que a linguagem usada em textos de divulgação científica deve ser diferente da empregada em revistas científicas especializadas. A primeira regra é ser simples: não usar termos técnicos nem jargões e fornecer explicações claras sempre que um novo conceito for apresentado. As legendas devem seguir o mesmo critério: concisão e simplicidade ajudam a sua compreensão.


Todos os artigos aceitos para publicação passam por uma revisão de linguagem (edição de texto) para adaptá-los formalmente ao estilo da revista. O texto final é submetido novamente aos autores para a aprovação das possíveis modificações. Títulos, subtítulos e possíveis chamadas de capa ficam a critério dos editores, mas a redação aceita sugestões.


SEÇÕES DA REVISTA

Os textos de Ciência Hoje estão divididos em dois tipos: ARTIGOS e SEÇÕES . Em ambos, o ideal é que os trabalhos incluam referências à contribuição do autor ao tema abordado. Uma boa avaliação prévia do autor sobre o tipo de texto que deseja escrever (se artigo ou seção) favorece a edição e diminui a possibilidade de haver cortes no texto.


ARTIGOS:

Os artigos devem apresentar uma abordagem ampla e aprofundada sobre temas de grande abrangência e interesse geral, enquanto as SEÇÕES focalizam assuntos específicos. Exemplo: textos sobre ‘o comportamento de um determinado inseto’, ‘os benefícios para a saúde de um dado fruto’, ‘simulação de ondas do mar em laboratório’ ou ‘a inauguração de um museu’ serão publicados em alguma seção; já textos sobre temas gerais, como ‘obesidade’, ‘reforma agrária’, ‘computação quântica’ ou ‘o impacto da Alca’ serão publicados como artigos.


Os ARTIGOS devem conter abertura (resumo), sugestões para leitura, título, retranca (área do conhecimento: física, biologia, antropologia etc.) e ilustrações devidamente legendadas e com crédito. A maioria das SEÇÕES só exige título, retranca e ilustrações.


Confira dois bons exemplos:


SEÇÕES:

Mundo de Ciência: comentários de cientistas brasileiros sobre pesquisas relevantes de terceiros realizadas, em geral, no exterior e publicadas em revistas científicas (fontes primárias), como Science e Nature . Sempre que possível, sugere-se que o comentário apresente trabalhos realizados no Brasil na área abordada e destaque a importância do artigo em questão para a pesquisa nacional. Os textos devem conter abertura (resumo incluindo onde foi publicado o artigo original), retranca (área do conhecimento) e título. Tamanho ideal: 4.300 caracteres com espaços (800 palavras).


Confira dois exemplos:


Em Dia: matérias jornalísticas sobre temas atuais e pesquisas recentemente desenvolvidas em universidades brasileiras. O objetivo é relatar os resultados mais recentes sobre estudos em andamento ou já concluídos em linguagem não acadêmica. Os textos devem conter retranca (área do conhecimento), título, linha fina (subtítulo explicativo) e, sempre que possível, ilustrações. Tamanho ideal: 3.800 caracteres com espaços (600 palavras).


Confira dois exemplos:


Opinião: avaliação crítica de temas relacionados com ciência, política científica e tecnologia. É importante que os fatos e argumentos sejam abordados com objetividade, permitindo ao leitor construir sua própria opinião sobre o assunto. Tamanho: no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).

Confira dois exemplos:

Polêmica: debate entre cientistas que representem pontos de vista divergentes sobre temas polêmicos. Os textos devem conter abertura (resumo), título e foto do autor. Tamanho ideal para cada debatedor: no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Memória: textos (de jornalistas e cientistas) sobre aspectos poucos difundidos da história da ciência. Os textos devem ser pouco técnicos, destacando o contexto da época da descoberta e também os personagens envolvidos. São apresentados fatos relevantes que estão completando número redondo de anos (50 anos, 100 anos, 500 anos etc.) no ano corrente à data da publicação. Os textos devem conter abertura (resumo), linha fina (subtítulo em que se especifíca há quantos anos ocorreu o evento tratado no artigo), título e ilustrações. Tamanho ideal: 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Confira dois exemplos:


Resenha: apresentação crítica de um livro de interesse científico. Não deve descrever a obra por capítulos, mas apontar sua relevância dentro do contexto nacional. Os textos devem conter os dados do livro analisado (título, autor, cidade da publicação, editora, número de páginas e preço), e título. Tamanho ideal: 3.800 caracteres com espaço (600 palavras).


Confira dois exemplos:



Ensaio: reflexões sobre temas de interesse científico que não se encaixam, por seu caráter opinativo ou literário, como artigo. Entram também nesta seção artigos de cunho histórico que não se enquadram na seção Memória por não tratarem de eventos comemorativos com datas redondas. Os textos devem conter retranca (área do conhecimento), linha fina (subtítulo explicativo) e título. Tamanho ideal: 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Confira dois exemplos:



NORMAS


Tamanho: Os ARTIGOS não devem exceder 12.400 caracteres com espaço (ou 2.000 palavras). Já os textos a serem publicados nas SEÇÕES devem ter, no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).

Textos acima dos tamanhos mencionados serão devolvidos para os respectivos autores, que poderão submetê-los novamente depois de adequá-los aos padrões.


Dados do autor: Os autores devem fornecer nome completo, vínculo institucional mais relevante (instituição e departamento), cargo (função), especialidade e endereço (profissional e residencial, com telefone, fax e e.mail).


Abertura: Faça um pequeno resumo do texto (500 caracteres ou 70 palavras), incluindo as conclusões do trabalho.


Siglas: Evite-as. Se necessárias, devem ser explicadas por extenso e apresentadas entre parênteses.


Abreviaturas: Não devem ser usadas.


Menções: Quando houver menção a outros autores, deve ser fornecido prenome e nome da pessoa citada, sua especialidade, nacionalidade e ano de nascimento e morte para os já falecidos. Exemplo: O físico alemão Albert Einstein (1879-1955).


Notas de pé de página e agradecimentos: Por razões de estilo, a revista NÃO os usa. Eventuais citações e referências -- sucintas -- devem ser incorporadas ao artigo. Exemplo fictício: Em seu livro A arte de estudar , o lingüista norte-americano John White (1903-1979) apresenta sua teoria sobre o desenvolvimento da linguagem.


Sugestões de leitura: Só são exigidas nos ARTIGOS . Deve ser fornecida uma pequena lista ( até quatro títulos ) de livros sobre o tema abordado no artigo. Dê preferência a livros publicados em português e de leitura simples e acessível (não cite artigos ou teses para os quais o leitor não tera acesso). Os livros devem conter sobrenome e iniciais do prenome do autor, título, cidade da publicação, editora e ano.


Ilustrações: Os artigos devem ser acompanhados por ilustrações (fotografias, desenhos, mapas, gráficos e/ou esquemas) que podem ou não ser referidas no texto. Em caso de foto cor, deve ser dada preferência a cromos ( slides ) que permitem melhor reprodução gráfica. As imagens devem apresentar uma qualidade tal que permita sua ampliação. Fotos de má qualidade obrigam sua publicação em tamanho reduzido, o que invariavelmente compromete a informação aí contida, além de tornar o artigo pouco atraente. Todas as ilustrações devem vir acompanhadas de créditos e legendas claras, de maneira que, em seu conjunto, as figuras sejam auto-explicativas. Em outras palavras, o conjunto de ilustrações deverá permitir que o leitor compreenda o conteúdo do artigo sem que tenha que se referir ao texto.


O autor deve apresentar seus resultados quantitativos sob a forma de gráficos e não tabelas. Além de tornar o artigo demasiadamente árido, as tabelas nem sempre são de fácil compreensão. Tabelas muito extensas afugentam os leitores. Se os editores perceberem que uma tabela pode ser substituída por um gráfico, o artigo será devolvido ao autor para a devida alteração.


Gráficos, mapas e esquemas devem ser informativos e podem sofrer modificações formais pelo Departamento de Arte. Palavras e números não devem ser incluídos sobre a ilustração. Sua posição deve ser indicada em cópia do original. Imagens enviadas em disquete ou por e-mail devem ter uma resolução de, no mínimo, 300 dpi nas extensões tif, gif ou jpg. Não servem fotos em formato ‘doc’.


Foto do autor (somente para a seção Opinião e Polêmica): Pedimos o envio de uma ou mais fotos pessoais do rosto do autor (com boa definição e, no mínimo, ampliada em 9 x 12 cm) para publicação junto com o texto. Escolha as mais descontraídas (o cenário é livre) e as que o retratem melhor.


CH On-line: O material para publicação (artigo e fotos) pode ser usado pelo serviço On-line da revista para divulgação do mesmo. Se tiver algum recurso a mais -- como filmes, vídeos ou sons -- para enriquecer seu artigo, envie-o para a redação.


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DICAS PARA ESCREVER TEXTOS DE DIVULGAÇÃO


Lembre-se de seu público: Estudantes de ensino médio e universitários não são obrigados a entender tudo sobre qualquer área. Explique noções que podem parecer básicas mas que não são necessariamente conhecidas pelo público geral.


Use analogias: Comparações com situações concretas ajudam a aproximar conceitos teóricos ou abstratos da realidade do leitor.


Não use palavras difíceis nem jargões: Evite termos técnicos que só afastam o leitor. Procure palavras semelhantes mais simples. Sempre é possível explicar conceitos difíceis. Quando for inevitável -- inevitável mesmo -- use a tal palavra mas explique em seguida do que se trata.


Capriche na abertura: As linhas iniciais são fundamentais para prender a atenção do leitor. Conte parte de suas conclusões no início. Imagens fortes, depoimentos de impacto, temas de interesse, analogias ou toques de humor podem ser usados para motivar a leitura do texto.


Seja conciso: O espaço da revista e o tempo do leitor são preciosos. Procure dar a informação essencial -- sem se apegar a detalhes -- da forma mais concisa possível.


DIREITOS AUTORAIS

Os direitos autorais passam a ser propriedade da revista. Após a publicação, os artigos podem ser veiculados em outros meios desde que citada a fonte primária: ‘Este artigo foi publicado originalmente em Ciência Hoje (v. n, n o n, p. n) ’.


REMUNERAÇÃO


Todos os autores recebem dois exemplares da edição em que seus textos foram publicados. Além disso, os autores de ARTIGOS podem escolher uma das seguintes opções da Ficha para Remuneração de Autores , enviada imediatamente após a publicação: renovação da atual assinatura; uma assinatura anual; 15 exemplares da edição em que o texto foi publicado; 15 exemplares avulsos ou dois volumes, com seis exemplares cada, encadernados. Já os autores de SEÇÕES têm as seguintes opções: 10 exemplares da edição em que o texto foi publicado ou 10 exemplares avulsos* ou um volume encadernado, com seis exemplares. (*Estão esgotadas as edições de n o 01 a 07, 09, 11, 50 e 51.)


ENDEREÇO PARA ENVIO DOS ARTIGOS


O original (impresso e em disquete, ou via e-mail), acompanhado de ilustrações e legendas, deve ser encaminhado para:

CIÊNCIA HOJE - Secretaria de Redação
Av. Venceslau Brás, 71 - fundos - casa 27
CEP 22.290-140 - Rio de Janeiro / RJ
fone: (21) 2109-8999 / fax: (21) 2109-8958
E-mail:
cienciahoje@cienciahoje.org.br


terça-feira, 16 de março de 2010

Aconteceu, virou manchete!

Exercício:

Leia o artigo abaixo e faça um resumo (até duas páginas) para a próxima aula.




Aconteceu, virou manchete!

por Ana Maria Ribeiro de Andrade
José Leandro Rocha Cardoso
Museu de Astronomia e Ciências Afins


Na década de 1950, não havia no Brasil revistas especializadas em divulgação da ciência. O rádio era o principal meio de comunicação de massas. Considerando que a fraca articulação entre ciência e sociedade tem raízes históricas, este trabalho analisa como a Manchete — revista semanal de entretenimento e fatos diversos — apresentava a ciência a seus leitores. Primeiramente, são analisadas as características editoriais da Manchete e as informações sobre a freqüência e as particularidades das matérias publicadas sobre ciência e tecnologia. Depois, fazendo um paralelo com a revista O Cruzeiro, o trabalho destaca a contribuição da Manchete para o desenvolvimento do pensamento científico. Palavras-chave: divulgação da ciência; Manchete; O Cruzeiro. Leia o artigo na íntegra....

Referência bibliográfica:

ANDRADE, Ana Maria Ribeiro de; CARDOSO, José Leandro Rocha. Aconteceu, virou manchete. Rev. bras. Hist., São Paulo, v. 21, n. 41, 2001 . Disponível em . acessado em 16 Mar. 2010.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Ecologia nas revistas Veja e IstoÉ de 1970 a 1990

Ecologia em revistas: análise de conteúdo das revistas Veja e Istoé nas décadas de 1970 a 1990 [1]


por Antonio Teixeira de Barros
teixeiradebarros@hotmail.com


RESUMO:
Analisa o conteúdo informativo de matérias jornalísticas sobre meio ambiente, publicadas pelas revistas Veja e IstoÉ, nas décadas de 1970 (Eco 72) a 1990 (Eco 92). Os temas que mais se destacam são: poluição, Amazônia, estudos ecológicos e devastação. A tendência de ambas as revistas é priorizar a cobertura de temas ligados ao contexto urbano, além dos chamados "temas globais", como mudanças climáticas, efeito estufa, ecoturismo e espécies ameaçadas de extinção. Leia o artigo na íntegra aqui...


Palavras-chave: imprensa e meio ambiente; jornalismo e ecologia; revista Veja e meio ambiente; revista Isto É e meio ambiente; análise de conteúdo.


[1] Artigo elaborado com base na metodologia e no corpus de análise utilizados pelo autor em sua tese de doutoramento, apresentada ao Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, sob a orientação da Profa. Dra. Fernanda Sobral, em 1999.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Estudante cria mentira na Wikipedia e engana grandes jornais

Olá queridos alunos,

Vejam sobre o perigo de apurações rasteiras, apressadas e imprecisas. Fazer jornalismo baseado em internet não é o mais adequado, certo? Novamente destaco a importância das fontes!

Abraços, Solange

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Jovem criou citação logo após a morte do compositor Maurice Jarre.
Diversas publicações reproduziram a frase, sem checar veracidade.

Do G1, com informações da Reuters



“Quando eu morrer, haverá uma valsa de despedida tocando em minha cabeça, que só eu poderei ouvir”, teria dito o compositor Maurice Jarre, segundo diversos jornais que divulgaram sua morte, no final de março. A frase, no entanto, foi inventada por um estudante irlandês que a postou na Wikipedia em inglês, com o objetivo de mostrar o perigo de não checar as informações divulgadas na internet.


Shane Fitzgerald, 22, postou a frase na enciclopédia colaborativa imediatamente depois do anúncio da morte. O estudante de sociologia da Universidade de Dublin disse que, com isso, esperava que blogs e talvez alguns jornais utilizassem a frase. No entanto, não pensou que grandes publicações confiariam na Wikipedia, sem checar a informação nela divulgada.



“Eu estava errado. Bons jornais da Inglaterra, Índia, Estados Unidos e até Austrália usaram minhas palavras quando noticiaram a morte de Jarre”, escreveu Fitzgerald em um artigo divulgado nesta quinta-feira (7), no jornal “Irish Times”. Segundo a agência de notícias Reuters, o “Guardian” caiu na história e fez uma correção em seu obituário, dizendo que a frase tinha sido criada na Wikipedia e se espalhou por outros sites.


A citação inteira dizia: “pode-se dizer que minha vida foi uma grande trilha sonora. A música foi minha vida, me trouxe à vida e com música é como quero ser lembrado depois de deixar essa vida. Quando eu morrer, haverá uma valsa de despedida tocando em minha cabeça, que só eu poderei ouvir”. A frase já não aparece mais no verbete on-line.



“Era algo totalmente inventado, que não foi dito por Maurice Jarre, nem por ninguém. Os experimentos de ciência social sempre têm questões éticas, pelo fato de as pessoas serem usadas como cobaias. Não queria manchar ou distorcer a reputação de ninguém e, por isso, decidi divulgar uma frase que não afetaria a grandiosidade de Jarre”, escreveu o estudante.



Jarre compôs trilhas sonoras de filmes que fizeram a história do cinema, como "Lawrence da Arábia" (1962), "Doutor Jivago" (1965), e "Passagem para a Índia", (1984). Ele morreu aos 84 anos de idade, em Los Angeles (Estados Unidos).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

29.05.2009

Olá, turma!

Hoje NAO haverá aula conforme falei em sala.

Levem o SEGUNDO texto pronto na próxima aula dia 05/06.

Combinado?


beijos
Prof. Solange

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Próximas atividades

Olá, turma!
Como estão as pautas? Teve aluno que ainda não entregou e nem mandou por e-mail.
Então, vamos aos avisos:
1. Quem já teve a pauta aprovada por mim pode começar as apurações.
2. Quem ainda não entregou a pauta impressa ou teve que refazê-la deve entregar impressa na próxima aula 24/04.
3. A aula de reposição é uma atividade simples, importante e necessária. Confiram no post abaixo (Documentário A história das Coisas)
4. O primeiro dead line para entrega dos textos apurados, um deles pelo menos, é 15 de maio. Ou seja, até essa data o aluno deverá me mostrar um dos três textos finalizado (Estarei no laboratório para orientações nos dias 24/04 e 08/05).
5. O segundo dead line (para o 2° texto pronto) é 05/06.
6. O último dead line (para entrega do 3° texto finalizado) é 19/06.
7. Depois do material todo entregue passaremos à fase de edição e de editoração da revista.
8. Estou procurando 4 alunos interessados em participar o conselho editorial (responsáveis pela organização das pautas, edição dos textos, fotos etc.) da nossa revista. Terão, obviamente, pontuação extra e um bÔnus surpresa. Candidatos deixem seu nome no comentário desta postagem.
9. Procuro também um aluno para editoração da revista.
10. Apesar da presença não ser obrigatória durante o bimestre, pois valerá a produção de material - redação de três textos - os alunos devem comparecer vez ou outra para orientação dos trabalhos.
11. Os prazos acima devem ser observados sob pena de prejuízo na matéria.
12. Vamos trabalhar!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Falsa revista financiada por laboratório farmacêutico




Investigação da revista The Scientist aponta para uma publicação por demais suspeita, patrocinada pela indústria farmacêutica Merck, na gigante editorial de revistas científicas Elsevier

Rubens Pazza e Karine Frehner Kavalco escrevem para o “Observatório da Imprensa”:

Duvidar da eficácia, segurança e resultados divulgados pelas empresas farmacêuticas, sem qualquer base, pode ser taxado de extremismo. O caso em questão parece teoria da conspiração, mas, infelizmente, trata-se da mais pura verdade. Denunciada inicialmente há algumas semanas pelo jornal The Australian, uma investigação da revista The Scientist aponta para uma publicação por demais suspeita, patrocinada pela indústria farmacêutica Merck, na gigante editorial de revistas científicas Elsevier.

Cientistas, médicos e acadêmicos foram recrutados pela empresa farmacêutica Merck para endossar artigos que atestam a segurança do seu medicamento Vioxx. Este antiinflamatório, lançado em 1999 e usado por cerca de 80 milhões de pacientes, teve muito sucesso por ser eficiente e não causar problemas estomacais. No entanto, após várias denúncias de problemas cardíacos causados pelo seu uso, o produto foi retirado do mercado em 2004.

A denúncia da manutenção de um periódico destinado à promoção dos produtos da Merck veio à tona durante o julgamento da indústria, em processo por causa dos efeitos colaterais deste medicamento, e foi primeiro divulgada no jornal The Australian, no dia 9 de abril deste ano.

De acordo com a denúncia, a Merck, Sharp and Dohme Austrália (MSDA) teria patrocinado vários números de uma publicação da Exerpta Medica, uma subdivisão da gigante editorial Elsevier – a revista Australasian Journal of Bone and Joint Medicine. A revista não é indexada no Medline e não tem website.

Valor do patrocínio não foi revelado

No dia 30 de abril, a revista The Scientist publicou alguns trechos do depoimento do médico australiano George Jelinek, membro de uma associação de editores, que fez a análise das publicações.

No depoimento, Jelinek afirma que mesmo para muitos especialistas, os artigos publicados entre 2003 e 2004 parecem tratar de artigos científicos perfeitamente genuínos, que passaram por revisão aos pares, o método tradicional de publicações científicas.

No entanto, o médico afirma que "somente uma inspeção profunda das revistas, juntamente com o conhecimento das revistas e convenções de publicações médicas, permitiram que eu pudesse determinar que a revista não era, de fato, uma publicação médica avaliada por pares, mas sim, uma publicação de marketing para a Merck, Sharp and Dohme Australia (MSDA)".

Jelinek também notou que quatro dos 21 artigos do primeiro número da revista eram sobre o medicamento para osteoporose Fosamax (marca registrada de Merk, Sharp and Dohme Australia, certamente). No segundo número, dos 29 artigos, nove eram sobre o Vioxx e 12 sobre o Fosamax. Todos os artigos apontam conclusões positivas para os produtos da MSDA.

Outro caso interessante são alguns artigos de revisões publicados, contendo apenas uma ou duas referências, assinados por B & J editorial. Assume-se que B & J sejam as iniciais de Bone and Joint, parte do nome da referida revista. Trata-se de um mecanismo interessante para que os proprietários da revista exponham suas opiniões podendo passar despercebidos por leitores desavisados. Estas publicações podem ser caracterizadas como puro marketing, e nada de científico.

De acordo com as explicações da MSDA, a Elsevier compreende que esta seja uma publicação complementar que leva resumos e compilações de artigos publicados em outras revistas avaliadas por pares e publicadas pela editora, incluindo a respeitada revista Lancet.

Entretanto, a Elsevier afirma que não considera uma publicação de compilações como sendo uma revista científica. Embora não apareça em nenhum número da revista, tanto a Elsevier quanto a MSDA afirmam que a publicação era patrocinada pela MSDA, mas o valor não foi revelado.

"Teorias da conspiração"

Como se não bastasse esta revista, a Elsevier admitiu que publicou entre 2000 e 2005 seis revistas patrocinadas por indústrias farmacêuticas que pareciam ser revistas avaliadas por pares, mas não divulgavam o patrocínio.

A editora afirma estar reexaminando suas publicações após as denúncias de irregularidades, mas, embora tenha divulgado as revistas patrocinadas, não divulgou quais as empresas farmacêuticas eram patrocinadoras.

As publicações científicas sérias, avaliadas por pares, em geral podem ser de duas formas. Pagas por propagandas e assinatura das revistas e venda de reprints (excerto de determinado artigo individualmente); ou pagas pelos autores e liberadas ao público, em geral gratuitamente.

Não é incomum que as empresas patrocinem números suplementares em revistas indexadas e avaliadas por pares, com compilações de artigos publicados que sejam interessantes para ela, para que possam divulgar e distribuir tais artigos gratuitamente.

Essa prática está associada à divulgação da empresa, o que faz com que os leitores tenham em mente que se trata do "lado bom" dos resultados de seus produtos, não descartando um possível "lado ruim".

No entanto, o caso da Merck e das outras cinco publicações da Elsevier não passa de puro marketing, com o propósito de enganar os leitores, pela não divulgação de quem está patrocinando a publicação. Ou seja, tal prática pode fazer com que os leitores achem que não há um "lado ruim" no uso destes medicamentos.

É interessante que nada disso tenha sido divulgado pela imprensa brasileira. O que parece uma teoria da conspiração, neste caso, trata-se da mais pura verdade. E o silêncio da imprensa nacional pode reforçar as especulações com relação a outras teorias da conspiração envolvendo corporações...

(Observatório da Imprensa, 12/5)