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quinta-feira, 18 de março de 2010

Dicas para publicação em Revista de Divulgação Científica

Instruções para autores

Quer publicar em Ciência Hoje?


Confira antes estas recomendações.



Por Ciência Hoje

Publicado em 06/11/2001



CIÊNCIA HOJE é uma revista de divulgação científica, que publica resultados de pesquisas feitas no Brasil e no exterior – de todas as áreas do conhecimento científico – para um público amplo e heterogêneo. Os leitores são, em geral, estudantes e professores de ensino médio, universitários e leigos que se interessam por ciência, mas não dominam necessariamente conceitos básicos de todas as áreas. Os textos da revista exigem, portanto, clareza e o máximo de simplicidade, dando ênfase a imagens (ilustrações ou fotos) que facilitem a sua compreensão.

AVALIAÇÃO

É desejável que os artigos submetidos a publicação destaquem a inserção do autor na área do conhecimento em questão. Os artigos não podem ter sido publicados anteriormente em outro veículo de larga divulgação (inclusive em mídia eletrônica); o mesmo não vale para revistas científicas (a publicação neste meio é recomendada). Sempre que oportuno, os resultados de pesquisa do autor devem ser expostos no texto. Todos os artigos, espontâneos ou encomendados, são avaliados pelos editores de Ciência Hoje e por especialistas da área abordada quanto à qualidade científica, à linguagem adotada e à conveniência de sua publicação.


Considerando que Ciência Hoje é essencialmente uma revista de divulgação científica, o artigo também será avaliado quanto à sua adequação para leitura pelo público não-especializado. Para tal, os artigos serão lidos por cientistas que possuam experiência em uma área temática diferente daquela do editor, ou dos especialistas consultados. Estes emitirão um parecer quanto à inteligibilidade do artigo, isto é, se as idéias e os conceitos contidos no texto são de fácil compreensão. Em seguida serão submetidos ainda a uma avaliação de forma e linguagem feita por um editor da redação. Essas opiniões serão de crucial importância para a aceitação ou recusa do artigo.


Com base nessa avaliação, os artigos podem ser recusados ou pode ser solicitada uma segunda versão ao autor. Os artigos aprovados são selecionados para publicação de acordo com a programação editorial da revista.


LINGUAGEM


É bom ressaltar que a linguagem usada em textos de divulgação científica deve ser diferente da empregada em revistas científicas especializadas. A primeira regra é ser simples: não usar termos técnicos nem jargões e fornecer explicações claras sempre que um novo conceito for apresentado. As legendas devem seguir o mesmo critério: concisão e simplicidade ajudam a sua compreensão.


Todos os artigos aceitos para publicação passam por uma revisão de linguagem (edição de texto) para adaptá-los formalmente ao estilo da revista. O texto final é submetido novamente aos autores para a aprovação das possíveis modificações. Títulos, subtítulos e possíveis chamadas de capa ficam a critério dos editores, mas a redação aceita sugestões.


SEÇÕES DA REVISTA

Os textos de Ciência Hoje estão divididos em dois tipos: ARTIGOS e SEÇÕES . Em ambos, o ideal é que os trabalhos incluam referências à contribuição do autor ao tema abordado. Uma boa avaliação prévia do autor sobre o tipo de texto que deseja escrever (se artigo ou seção) favorece a edição e diminui a possibilidade de haver cortes no texto.


ARTIGOS:

Os artigos devem apresentar uma abordagem ampla e aprofundada sobre temas de grande abrangência e interesse geral, enquanto as SEÇÕES focalizam assuntos específicos. Exemplo: textos sobre ‘o comportamento de um determinado inseto’, ‘os benefícios para a saúde de um dado fruto’, ‘simulação de ondas do mar em laboratório’ ou ‘a inauguração de um museu’ serão publicados em alguma seção; já textos sobre temas gerais, como ‘obesidade’, ‘reforma agrária’, ‘computação quântica’ ou ‘o impacto da Alca’ serão publicados como artigos.


Os ARTIGOS devem conter abertura (resumo), sugestões para leitura, título, retranca (área do conhecimento: física, biologia, antropologia etc.) e ilustrações devidamente legendadas e com crédito. A maioria das SEÇÕES só exige título, retranca e ilustrações.


Confira dois bons exemplos:


SEÇÕES:

Mundo de Ciência: comentários de cientistas brasileiros sobre pesquisas relevantes de terceiros realizadas, em geral, no exterior e publicadas em revistas científicas (fontes primárias), como Science e Nature . Sempre que possível, sugere-se que o comentário apresente trabalhos realizados no Brasil na área abordada e destaque a importância do artigo em questão para a pesquisa nacional. Os textos devem conter abertura (resumo incluindo onde foi publicado o artigo original), retranca (área do conhecimento) e título. Tamanho ideal: 4.300 caracteres com espaços (800 palavras).


Confira dois exemplos:


Em Dia: matérias jornalísticas sobre temas atuais e pesquisas recentemente desenvolvidas em universidades brasileiras. O objetivo é relatar os resultados mais recentes sobre estudos em andamento ou já concluídos em linguagem não acadêmica. Os textos devem conter retranca (área do conhecimento), título, linha fina (subtítulo explicativo) e, sempre que possível, ilustrações. Tamanho ideal: 3.800 caracteres com espaços (600 palavras).


Confira dois exemplos:


Opinião: avaliação crítica de temas relacionados com ciência, política científica e tecnologia. É importante que os fatos e argumentos sejam abordados com objetividade, permitindo ao leitor construir sua própria opinião sobre o assunto. Tamanho: no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).

Confira dois exemplos:

Polêmica: debate entre cientistas que representem pontos de vista divergentes sobre temas polêmicos. Os textos devem conter abertura (resumo), título e foto do autor. Tamanho ideal para cada debatedor: no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Memória: textos (de jornalistas e cientistas) sobre aspectos poucos difundidos da história da ciência. Os textos devem ser pouco técnicos, destacando o contexto da época da descoberta e também os personagens envolvidos. São apresentados fatos relevantes que estão completando número redondo de anos (50 anos, 100 anos, 500 anos etc.) no ano corrente à data da publicação. Os textos devem conter abertura (resumo), linha fina (subtítulo em que se especifíca há quantos anos ocorreu o evento tratado no artigo), título e ilustrações. Tamanho ideal: 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Confira dois exemplos:


Resenha: apresentação crítica de um livro de interesse científico. Não deve descrever a obra por capítulos, mas apontar sua relevância dentro do contexto nacional. Os textos devem conter os dados do livro analisado (título, autor, cidade da publicação, editora, número de páginas e preço), e título. Tamanho ideal: 3.800 caracteres com espaço (600 palavras).


Confira dois exemplos:



Ensaio: reflexões sobre temas de interesse científico que não se encaixam, por seu caráter opinativo ou literário, como artigo. Entram também nesta seção artigos de cunho histórico que não se enquadram na seção Memória por não tratarem de eventos comemorativos com datas redondas. Os textos devem conter retranca (área do conhecimento), linha fina (subtítulo explicativo) e título. Tamanho ideal: 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Confira dois exemplos:



NORMAS


Tamanho: Os ARTIGOS não devem exceder 12.400 caracteres com espaço (ou 2.000 palavras). Já os textos a serem publicados nas SEÇÕES devem ter, no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).

Textos acima dos tamanhos mencionados serão devolvidos para os respectivos autores, que poderão submetê-los novamente depois de adequá-los aos padrões.


Dados do autor: Os autores devem fornecer nome completo, vínculo institucional mais relevante (instituição e departamento), cargo (função), especialidade e endereço (profissional e residencial, com telefone, fax e e.mail).


Abertura: Faça um pequeno resumo do texto (500 caracteres ou 70 palavras), incluindo as conclusões do trabalho.


Siglas: Evite-as. Se necessárias, devem ser explicadas por extenso e apresentadas entre parênteses.


Abreviaturas: Não devem ser usadas.


Menções: Quando houver menção a outros autores, deve ser fornecido prenome e nome da pessoa citada, sua especialidade, nacionalidade e ano de nascimento e morte para os já falecidos. Exemplo: O físico alemão Albert Einstein (1879-1955).


Notas de pé de página e agradecimentos: Por razões de estilo, a revista NÃO os usa. Eventuais citações e referências -- sucintas -- devem ser incorporadas ao artigo. Exemplo fictício: Em seu livro A arte de estudar , o lingüista norte-americano John White (1903-1979) apresenta sua teoria sobre o desenvolvimento da linguagem.


Sugestões de leitura: Só são exigidas nos ARTIGOS . Deve ser fornecida uma pequena lista ( até quatro títulos ) de livros sobre o tema abordado no artigo. Dê preferência a livros publicados em português e de leitura simples e acessível (não cite artigos ou teses para os quais o leitor não tera acesso). Os livros devem conter sobrenome e iniciais do prenome do autor, título, cidade da publicação, editora e ano.


Ilustrações: Os artigos devem ser acompanhados por ilustrações (fotografias, desenhos, mapas, gráficos e/ou esquemas) que podem ou não ser referidas no texto. Em caso de foto cor, deve ser dada preferência a cromos ( slides ) que permitem melhor reprodução gráfica. As imagens devem apresentar uma qualidade tal que permita sua ampliação. Fotos de má qualidade obrigam sua publicação em tamanho reduzido, o que invariavelmente compromete a informação aí contida, além de tornar o artigo pouco atraente. Todas as ilustrações devem vir acompanhadas de créditos e legendas claras, de maneira que, em seu conjunto, as figuras sejam auto-explicativas. Em outras palavras, o conjunto de ilustrações deverá permitir que o leitor compreenda o conteúdo do artigo sem que tenha que se referir ao texto.


O autor deve apresentar seus resultados quantitativos sob a forma de gráficos e não tabelas. Além de tornar o artigo demasiadamente árido, as tabelas nem sempre são de fácil compreensão. Tabelas muito extensas afugentam os leitores. Se os editores perceberem que uma tabela pode ser substituída por um gráfico, o artigo será devolvido ao autor para a devida alteração.


Gráficos, mapas e esquemas devem ser informativos e podem sofrer modificações formais pelo Departamento de Arte. Palavras e números não devem ser incluídos sobre a ilustração. Sua posição deve ser indicada em cópia do original. Imagens enviadas em disquete ou por e-mail devem ter uma resolução de, no mínimo, 300 dpi nas extensões tif, gif ou jpg. Não servem fotos em formato ‘doc’.


Foto do autor (somente para a seção Opinião e Polêmica): Pedimos o envio de uma ou mais fotos pessoais do rosto do autor (com boa definição e, no mínimo, ampliada em 9 x 12 cm) para publicação junto com o texto. Escolha as mais descontraídas (o cenário é livre) e as que o retratem melhor.


CH On-line: O material para publicação (artigo e fotos) pode ser usado pelo serviço On-line da revista para divulgação do mesmo. Se tiver algum recurso a mais -- como filmes, vídeos ou sons -- para enriquecer seu artigo, envie-o para a redação.


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DICAS PARA ESCREVER TEXTOS DE DIVULGAÇÃO


Lembre-se de seu público: Estudantes de ensino médio e universitários não são obrigados a entender tudo sobre qualquer área. Explique noções que podem parecer básicas mas que não são necessariamente conhecidas pelo público geral.


Use analogias: Comparações com situações concretas ajudam a aproximar conceitos teóricos ou abstratos da realidade do leitor.


Não use palavras difíceis nem jargões: Evite termos técnicos que só afastam o leitor. Procure palavras semelhantes mais simples. Sempre é possível explicar conceitos difíceis. Quando for inevitável -- inevitável mesmo -- use a tal palavra mas explique em seguida do que se trata.


Capriche na abertura: As linhas iniciais são fundamentais para prender a atenção do leitor. Conte parte de suas conclusões no início. Imagens fortes, depoimentos de impacto, temas de interesse, analogias ou toques de humor podem ser usados para motivar a leitura do texto.


Seja conciso: O espaço da revista e o tempo do leitor são preciosos. Procure dar a informação essencial -- sem se apegar a detalhes -- da forma mais concisa possível.


DIREITOS AUTORAIS

Os direitos autorais passam a ser propriedade da revista. Após a publicação, os artigos podem ser veiculados em outros meios desde que citada a fonte primária: ‘Este artigo foi publicado originalmente em Ciência Hoje (v. n, n o n, p. n) ’.


REMUNERAÇÃO


Todos os autores recebem dois exemplares da edição em que seus textos foram publicados. Além disso, os autores de ARTIGOS podem escolher uma das seguintes opções da Ficha para Remuneração de Autores , enviada imediatamente após a publicação: renovação da atual assinatura; uma assinatura anual; 15 exemplares da edição em que o texto foi publicado; 15 exemplares avulsos ou dois volumes, com seis exemplares cada, encadernados. Já os autores de SEÇÕES têm as seguintes opções: 10 exemplares da edição em que o texto foi publicado ou 10 exemplares avulsos* ou um volume encadernado, com seis exemplares. (*Estão esgotadas as edições de n o 01 a 07, 09, 11, 50 e 51.)


ENDEREÇO PARA ENVIO DOS ARTIGOS


O original (impresso e em disquete, ou via e-mail), acompanhado de ilustrações e legendas, deve ser encaminhado para:

CIÊNCIA HOJE - Secretaria de Redação
Av. Venceslau Brás, 71 - fundos - casa 27
CEP 22.290-140 - Rio de Janeiro / RJ
fone: (21) 2109-8999 / fax: (21) 2109-8958
E-mail:
cienciahoje@cienciahoje.org.br


terça-feira, 16 de março de 2010

Aconteceu, virou manchete!

Exercício:

Leia o artigo abaixo e faça um resumo (até duas páginas) para a próxima aula.




Aconteceu, virou manchete!

por Ana Maria Ribeiro de Andrade
José Leandro Rocha Cardoso
Museu de Astronomia e Ciências Afins


Na década de 1950, não havia no Brasil revistas especializadas em divulgação da ciência. O rádio era o principal meio de comunicação de massas. Considerando que a fraca articulação entre ciência e sociedade tem raízes históricas, este trabalho analisa como a Manchete — revista semanal de entretenimento e fatos diversos — apresentava a ciência a seus leitores. Primeiramente, são analisadas as características editoriais da Manchete e as informações sobre a freqüência e as particularidades das matérias publicadas sobre ciência e tecnologia. Depois, fazendo um paralelo com a revista O Cruzeiro, o trabalho destaca a contribuição da Manchete para o desenvolvimento do pensamento científico. Palavras-chave: divulgação da ciência; Manchete; O Cruzeiro. Leia o artigo na íntegra....

Referência bibliográfica:

ANDRADE, Ana Maria Ribeiro de; CARDOSO, José Leandro Rocha. Aconteceu, virou manchete. Rev. bras. Hist., São Paulo, v. 21, n. 41, 2001 . Disponível em . acessado em 16 Mar. 2010.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Ecologia nas revistas Veja e IstoÉ de 1970 a 1990

Ecologia em revistas: análise de conteúdo das revistas Veja e Istoé nas décadas de 1970 a 1990 [1]


por Antonio Teixeira de Barros
teixeiradebarros@hotmail.com


RESUMO:
Analisa o conteúdo informativo de matérias jornalísticas sobre meio ambiente, publicadas pelas revistas Veja e IstoÉ, nas décadas de 1970 (Eco 72) a 1990 (Eco 92). Os temas que mais se destacam são: poluição, Amazônia, estudos ecológicos e devastação. A tendência de ambas as revistas é priorizar a cobertura de temas ligados ao contexto urbano, além dos chamados "temas globais", como mudanças climáticas, efeito estufa, ecoturismo e espécies ameaçadas de extinção. Leia o artigo na íntegra aqui...


Palavras-chave: imprensa e meio ambiente; jornalismo e ecologia; revista Veja e meio ambiente; revista Isto É e meio ambiente; análise de conteúdo.


[1] Artigo elaborado com base na metodologia e no corpus de análise utilizados pelo autor em sua tese de doutoramento, apresentada ao Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, sob a orientação da Profa. Dra. Fernanda Sobral, em 1999.

domingo, 29 de março de 2009

A história das coisas



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Assista ao vídeo e faça uma resenha crítica, apontando soluções que VOCÊ poderia tomar a curto, médio e longo prazo.

Cite ainda algumas políticas governamentais que você julga importantes, a partir do conteúdo explanado sobre "A hitória das coisas".

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Veja aqui o site sobre o documentário

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Este exercício será considerado como reposição da aula do dia 17/04, valerá nota, e deve ser postado até a respectiva data.

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sábado, 28 de março de 2009

Fontes: apuração, veracidade, credibilidade e poder

Segundo a wikipédia, em Jornalismo, as fontes são pessoas individuais ou colectivas e documentos por meio dos quais os jornalistas tomam conhecimento de informações ou opiniões e verificam o rigor dos dados obtidos ou aferem a veracidade dos juizos de valor que lhes foram dados.

Os jornalistas raramente estão em condições de assistir a um acontecimento em primeira-mão, por isso necessitam de fontes. Mesmo quando estão em directo num acontecimento necessitam de recorrer a uma fonte para se certificarem do que está a ser dito. Assim, existem diferentes patamares pelos quais a informação chega até ao jornalista: através de rotinas, processo informal, iniciativas.
Tipos de fontes

Fontes oficiais: políticos governamentais, empresários, líderes religiosos
Fontes não oficiais: ONG’se, sindicatos, anônimos

Neste processo de estudo, mais de metade das fontes, 78%, são oficiais. Pessoas desconhecidas raramente aparecem nas notícias a não ser que estejam veiculadas a uma instituição. Os repórteres preferem as fontes conhecidas e quando não existem iniciam um processo de criação


Interpretações

Entre os autores que estudam as relações entre os jornalistas e as fontes de informação, está David Berlo (Nova York, 1960). Segundo ele, há quatro factores que podem aumentar a fidelidade/eficácia das fontes:

1) As suas habilidades comunicacionais - (Escrita, palavra, leitura)
2) As suas atitudes no dia-a-dia: para consigo, para com o assunto, para com os outros… Positividade é benéfica; a fonte deve dominar o assunto sobre o qual está a falar.

3) O seu nível de conhecimento: conhecimento profundo da instituição em que o assessor trabalha, domínio da mensagem que vai transmitir.

4) A sua posição dentro do sistema sócio-cultural. O meio em que vivemos pesa na forma como se constrói a mensagem. De acordo com o contexto age-se de forma diferente.

Já Molotch e Lester, em “A Fonte como Promotor” (EUA, 1974), identificam 4 tipos de acontecimentos:

1) Rotina – acontecimentos partidários e administrativos. Maior concentração de notícias origem no acesso estruturado
2) Acidentes
3) Escândalos
4) Acaso
Eles também separam três níveis de construção da notícia:

1) Os promotores surgem como interessados na divulgação do acontecimento para uso do público;
2) Os jornalistas recebem a informação e publicam-na. Transformam a ocorrência em acontecimento público através da emissão.
3) Os leitores que observam os acontecimentos tornados visíveis pelos órgãos de comunicação e criam um “reconhecimento público”

Leon Sigal (1979) conclui que a notícia não é aquilo que os jornalistas pensam, mas o que as fontes dizem. Para ele, as fontes são:

1) Organizações noticiosas
2) Rotinas jornalísticas
3) Convenções: onde está convencionado que está o debate nesse dia, conjunto de impulsos que existem na agenda mediática “todos falam do natal”

A socióloga da comunicação Gaye Tuchman diz no livro "Making News" (Londres, 1971) que os jornalistas integram uma estrutura social e cobrem temas de interesse para a sociedade em que estão inseridos. O jornalismo é uma prática rotineira de hábitos civilizacionais.
O jornalista está limitado no acesso à informação quanto:

1) Ao tempo – ritmo diário e não-diário
2) Espaço
3) Territorialidade
4) Especialização organizativa (se é rádio ou tv)
5) Especialização temática
6) Tipificação das notícias
7) Notícias do dia
8) Interesse humano
9) Temáticas
10) De continuidade
11) De desenvolvimento

O valor da fonte é tanto maior quanto for a capacidade de encaixe nesses valores. Induz ao conceito de negociação entre jornalista e editor na prevalência da fonte.

Pela teoria da definição ou conspiratória, é a fonte quem define o que é notícia. O acadêmico jamaicano Stuart Hall, especialista em estudos culturais, considera em “O Primeiro Definidor” (EUA, 1978) que os órgãos de comunicação social tendem a reproduzir a estrutura existente no poder, na ordem institucional da sociedade pois dão preferência aos definidores primários, aos porta-vozes.

Ele identifica quatro tipos de autoridade:

1) Fonte institucional
2) Fonte de poder ou de autoridade
3) Fonte política
4) Fonte sofisticada ou especializada (assessores)


Hall demonstra-se preocupado e diz que é importante haver mais jornalismo de investigação. Também há fontes não conhecidas, anônimas, que têm de desencadear processos espectaculares ou protagonizar algo que fuja à rotina para estar nas notícias.



O americano Herbert Gans, nos livros "Deciding What’s News" e "Negócio na Relação Fonte–Jornalista" (EUA, 1979), estudou o comportamento dos jornalistas na CBS, NBC, Time e Newsweek.

Definiu três tipos de fontes informativas:

1) Institucionais
2) Oficiais ou estáveis
3) Provisórias


O jornalista não se pode dar ao luxo de romper com um assessor sem mais nem menos porque precisa dele. Dois grupos de fontes quanto à sua utilização: fontes passivas e fontes activas.

Distingue entre jornalistas:

a) Especializados mais proximidade com as fontes. Cria relação de obrigações recíprocas (jornalista tem acesso a informação privilegiada, mas depois sente-se na obrigação de publicar assuntos de interesse para a fonte)

b) Não especializadosrecorrem a fontes oficiais por falta de tempo e ocupam-se de acontecimentos diferenciados.


Conjunto de factores que levam à negociabilidade na criação/construção da notícia:

* Incentivos – press, comunicados, conferências, inaugurações, …
* Poder da fonte – maior poder do assessor de uma câmara
* Capacidade de informação credível – quantidade e qualidade
* Proximidade social e geográfica – de acordo com o enquadramento do meio.

Cinco factores de conveniência na utilização das fontes:

*Oportunidade antecipada/revelada
*Produtividade
*Credibilidade
*Garantia de qualidade
*Responsabilidade


Para Philip Schlesinger, (1992), a credibilidade e aceitabilidade das fontes são desiguais pois nem todas reúnem informação eficaz. Desigualdade no valor das fontes e no acesso noticioso.

Uma fonte não deve ser classificada como “oficial” e “não – oficial”, pois é simplista. A fonte é vista como factor/elemento que ocupa domínios sociais onde se exercem lutas no acesso dos meios de comunicação social. Fala de desigualdade do valor das fontes e no acesso noticioso. As fontes procuram moldar a informação na óptica da sua utilização pelos jornalistas.

Há uma relação directa entre “fontes de informação” e “informação eficaz” (igual).

Apresenta uma estratégia interna da fonte de informação:

1) Determinar uma mensagem bem definida, articulada segundo os melhores critérios de satisfação dos valores noticiosos
2) Determinar os media mais apropriados
3) Reunir o máximo de informação útil quanto possível; sucesso/aceitação
4) Prever ou neutralizar as reacções dos adversários

Em "A organização da fonte em situações de rotina de crise" (1984), Stephen Hess analisa as assessorias de imprensa e define as suas estratégias: aplicação da informação positiva e prática.

Para Hess, a crítica que os assessores manipulam as notícias é incorreta, pois a maior parte dos recursos vai para a recolha e pesquisa de informação ou para a satisfação dos jornalistas. Um dos requisitos mais importantes é saber gerir e dar respostas aos pedidos de informação – parte do tempo é dedicado à estratégia, como se vai agir, como se vai passar a mensagem. Se conseguir comunicar com o seu público sem intermédio dos media consegue mais objectividade, porque os meios de comunicação nunca dizem o que o assessor disse, a estratégia não passa necessariamente pelos media.

O princípio da assessoria é responder a todos, mas como gestão de tempo devemos responder primeiro aos mais importantes e assim sucessivamente. As assessorias de imprensa criam a informação ordenada que é diferente de informação controlada, mais uma vez por causa da gestão do tempo e de “espaço” nos media. Deve-se controlar, gerir a informação para conseguir os objectivos da mensagem que se quer passar.

Ex. os passos para a apresentação de uma obra ou edifico: ideia – concurso de ideias – apresentação do projecto – lançamento da primeira pedra – concurso da empreitada – início da obra – visitas à obra – inauguração.

VILLAFAÑE – 1987, ESPANHA

As notícias provêm da seguinte ordem de importância:

*Agenda/rotina;
*Ligadas a Governos;
*Agências noticiosas;
*Outras entidades.


Apresenta um conceito ambíguo de fonte informativa:

*Pessoa;
*Lugar;
*Documento;
*Meios de Comunicação Social;
*Instituição


Chamam fontes habituais de informação ao assessor porque são fontes regulares, também chamadas de estáveis.

Chamam fontes interessantes a pessoas ou instituições relevantes. Abandona a ideia do jornalista recorrer a agências para dar lugar aos intermediários que fornecem e trocam a informação mantendo a redacção ocupada.

ERICSON – “NEGOCIATION CONTROL”, 1989, CANADÁ

Procura perceber a diferença na identificação das fontes. A fonte exerce controle de informação quando selecciona a audiência, quando escolhe o meio de comunicação. As instituições ou fontes permitem aos jornalistas uma abertura que é contrária, “falsa”, porque acima de tudo querem é mantê-los aparentemente ocupados e próximos, controlando a informação através desse acesso controlado à informação.

Ele constrói uma forma de fazer a “abertura” aos jornalistas:

*Segredo (ausência absoluta de informação);
*Confidencial (já aparece alguma informação) – controlada;
*Censura (a informação) – apresenta uma abertura aparente, mas procura esconder os aspectos negativos;
*Publicitação (visibilidade através da publicitação positiva)


A fonte procura criar laços de confiança na busca de controlo e a proximidade facilita. Gerir informação não se limita ao segredo e censura, mas sim à forma como passar informação positiva e torná-la pública.

GUREVICH – 1982, EUA

A ambiguidade do conceito de fonte é criado por ele. Também cria a visão da instituição/grupo/organização como fonte.

Se a fonte é individual é avaliada pela noticiabilidade, se for grupo é pela autoridade e credibilidade.

*Individualmente: relacionado com a capacidade de o assessor fornecer informação noticiável

*Grupo: a credibilidade do partido/organização – mais uma vez leva à hierarquia das fontes.

O valor-notícia é distorcido de acordo com as fontes, o seu valor com a sua credibilidade. Também tem a ver com a capacidade de “vender” a mensagem a quem interessa, a quem é mais poderoso, mais influente.

CURRAN – 1996, LONDRES

Fala das pressões na produção jornalística em que as notícias são resultado do trabalho jornalístico nos recursos e políticas de gestão das empresas. Uma simples decisão sobre a locação do pessoal pode afectar a forma como a mensagem é passada. Aponta a pressão que os meios de comunicação social sentem dentro da própria redação (acima de tudo publicitária).

Repercussões que o poder exerce sobre os media:

1) Restrição à entrada no mercado (barreiras ideológicas dos grupos dominantes);
2) Concentração da propriedade dos meios de comunicação social;
3) Concentração dos meios e recursos dos jornalistas;
4) Pressões do mercado;
5) Peso econômico do grupo;
6) Censura à informação que agride as organizações que publicitam;
7) Rotinas e valores noticia que excluem fontes pouco influentes;
8) Convenções estéticas que tornam o indivíduo como “centro do mundo”;
9) Divisão desigual dos recursos;
10) Pressões dos grupos de poder do Estado.


MANNING – “SOURCES AND NEW SOURCES”, 2001, LONDRES

Paradoxo – as fontes profissionais têm muito poder, mas não conseguem impedir fugas de informação negativa do interior da sua organização. Apresenta a comunicação social como modelo de mobilização social – capacidade de gerar interesse público combatendo a apatia social. Por isso, os jornalistas estão numa posição “mesolevel” que lhes permite com facilidade influenciar a opinião pública.

Ele apresenta quatro problemas e perigos na sociedade capitalista:

1) Spindoctors (carga negativa que está a desaparecer)
2) Rotina estratificada (adaptada e apoiada nas novas tecnologias)
3) Fragmentação de acontecimentos (vários canais dos media e donos dos media que pioram o produto jornalístico porque o fragmentam de mais)
4) Concentração dos meios de comunicação social


Manning chega à conclusão de que as fontes não oficiais (como ONGs e sindicatos) cada vez mais entram nos meios de comunicação social porque passaram a usar as mesmas ferramentas das fontes oficiais. Os gabinetes de imprensa e os assessores mostram como tudo mudou, evoluiu desde Sigal.

Fonte: "http://pt.wikipedia.org/wiki/Fonte_(jornalismo)"