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quinta-feira, 18 de março de 2010

Dicas para publicação em Revista de Divulgação Científica

Instruções para autores

Quer publicar em Ciência Hoje?


Confira antes estas recomendações.



Por Ciência Hoje

Publicado em 06/11/2001



CIÊNCIA HOJE é uma revista de divulgação científica, que publica resultados de pesquisas feitas no Brasil e no exterior – de todas as áreas do conhecimento científico – para um público amplo e heterogêneo. Os leitores são, em geral, estudantes e professores de ensino médio, universitários e leigos que se interessam por ciência, mas não dominam necessariamente conceitos básicos de todas as áreas. Os textos da revista exigem, portanto, clareza e o máximo de simplicidade, dando ênfase a imagens (ilustrações ou fotos) que facilitem a sua compreensão.

AVALIAÇÃO

É desejável que os artigos submetidos a publicação destaquem a inserção do autor na área do conhecimento em questão. Os artigos não podem ter sido publicados anteriormente em outro veículo de larga divulgação (inclusive em mídia eletrônica); o mesmo não vale para revistas científicas (a publicação neste meio é recomendada). Sempre que oportuno, os resultados de pesquisa do autor devem ser expostos no texto. Todos os artigos, espontâneos ou encomendados, são avaliados pelos editores de Ciência Hoje e por especialistas da área abordada quanto à qualidade científica, à linguagem adotada e à conveniência de sua publicação.


Considerando que Ciência Hoje é essencialmente uma revista de divulgação científica, o artigo também será avaliado quanto à sua adequação para leitura pelo público não-especializado. Para tal, os artigos serão lidos por cientistas que possuam experiência em uma área temática diferente daquela do editor, ou dos especialistas consultados. Estes emitirão um parecer quanto à inteligibilidade do artigo, isto é, se as idéias e os conceitos contidos no texto são de fácil compreensão. Em seguida serão submetidos ainda a uma avaliação de forma e linguagem feita por um editor da redação. Essas opiniões serão de crucial importância para a aceitação ou recusa do artigo.


Com base nessa avaliação, os artigos podem ser recusados ou pode ser solicitada uma segunda versão ao autor. Os artigos aprovados são selecionados para publicação de acordo com a programação editorial da revista.


LINGUAGEM


É bom ressaltar que a linguagem usada em textos de divulgação científica deve ser diferente da empregada em revistas científicas especializadas. A primeira regra é ser simples: não usar termos técnicos nem jargões e fornecer explicações claras sempre que um novo conceito for apresentado. As legendas devem seguir o mesmo critério: concisão e simplicidade ajudam a sua compreensão.


Todos os artigos aceitos para publicação passam por uma revisão de linguagem (edição de texto) para adaptá-los formalmente ao estilo da revista. O texto final é submetido novamente aos autores para a aprovação das possíveis modificações. Títulos, subtítulos e possíveis chamadas de capa ficam a critério dos editores, mas a redação aceita sugestões.


SEÇÕES DA REVISTA

Os textos de Ciência Hoje estão divididos em dois tipos: ARTIGOS e SEÇÕES . Em ambos, o ideal é que os trabalhos incluam referências à contribuição do autor ao tema abordado. Uma boa avaliação prévia do autor sobre o tipo de texto que deseja escrever (se artigo ou seção) favorece a edição e diminui a possibilidade de haver cortes no texto.


ARTIGOS:

Os artigos devem apresentar uma abordagem ampla e aprofundada sobre temas de grande abrangência e interesse geral, enquanto as SEÇÕES focalizam assuntos específicos. Exemplo: textos sobre ‘o comportamento de um determinado inseto’, ‘os benefícios para a saúde de um dado fruto’, ‘simulação de ondas do mar em laboratório’ ou ‘a inauguração de um museu’ serão publicados em alguma seção; já textos sobre temas gerais, como ‘obesidade’, ‘reforma agrária’, ‘computação quântica’ ou ‘o impacto da Alca’ serão publicados como artigos.


Os ARTIGOS devem conter abertura (resumo), sugestões para leitura, título, retranca (área do conhecimento: física, biologia, antropologia etc.) e ilustrações devidamente legendadas e com crédito. A maioria das SEÇÕES só exige título, retranca e ilustrações.


Confira dois bons exemplos:


SEÇÕES:

Mundo de Ciência: comentários de cientistas brasileiros sobre pesquisas relevantes de terceiros realizadas, em geral, no exterior e publicadas em revistas científicas (fontes primárias), como Science e Nature . Sempre que possível, sugere-se que o comentário apresente trabalhos realizados no Brasil na área abordada e destaque a importância do artigo em questão para a pesquisa nacional. Os textos devem conter abertura (resumo incluindo onde foi publicado o artigo original), retranca (área do conhecimento) e título. Tamanho ideal: 4.300 caracteres com espaços (800 palavras).


Confira dois exemplos:


Em Dia: matérias jornalísticas sobre temas atuais e pesquisas recentemente desenvolvidas em universidades brasileiras. O objetivo é relatar os resultados mais recentes sobre estudos em andamento ou já concluídos em linguagem não acadêmica. Os textos devem conter retranca (área do conhecimento), título, linha fina (subtítulo explicativo) e, sempre que possível, ilustrações. Tamanho ideal: 3.800 caracteres com espaços (600 palavras).


Confira dois exemplos:


Opinião: avaliação crítica de temas relacionados com ciência, política científica e tecnologia. É importante que os fatos e argumentos sejam abordados com objetividade, permitindo ao leitor construir sua própria opinião sobre o assunto. Tamanho: no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).

Confira dois exemplos:

Polêmica: debate entre cientistas que representem pontos de vista divergentes sobre temas polêmicos. Os textos devem conter abertura (resumo), título e foto do autor. Tamanho ideal para cada debatedor: no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Memória: textos (de jornalistas e cientistas) sobre aspectos poucos difundidos da história da ciência. Os textos devem ser pouco técnicos, destacando o contexto da época da descoberta e também os personagens envolvidos. São apresentados fatos relevantes que estão completando número redondo de anos (50 anos, 100 anos, 500 anos etc.) no ano corrente à data da publicação. Os textos devem conter abertura (resumo), linha fina (subtítulo em que se especifíca há quantos anos ocorreu o evento tratado no artigo), título e ilustrações. Tamanho ideal: 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Confira dois exemplos:


Resenha: apresentação crítica de um livro de interesse científico. Não deve descrever a obra por capítulos, mas apontar sua relevância dentro do contexto nacional. Os textos devem conter os dados do livro analisado (título, autor, cidade da publicação, editora, número de páginas e preço), e título. Tamanho ideal: 3.800 caracteres com espaço (600 palavras).


Confira dois exemplos:



Ensaio: reflexões sobre temas de interesse científico que não se encaixam, por seu caráter opinativo ou literário, como artigo. Entram também nesta seção artigos de cunho histórico que não se enquadram na seção Memória por não tratarem de eventos comemorativos com datas redondas. Os textos devem conter retranca (área do conhecimento), linha fina (subtítulo explicativo) e título. Tamanho ideal: 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).


Confira dois exemplos:



NORMAS


Tamanho: Os ARTIGOS não devem exceder 12.400 caracteres com espaço (ou 2.000 palavras). Já os textos a serem publicados nas SEÇÕES devem ter, no máximo, 6.200 caracteres com espaço (1.000 palavras).

Textos acima dos tamanhos mencionados serão devolvidos para os respectivos autores, que poderão submetê-los novamente depois de adequá-los aos padrões.


Dados do autor: Os autores devem fornecer nome completo, vínculo institucional mais relevante (instituição e departamento), cargo (função), especialidade e endereço (profissional e residencial, com telefone, fax e e.mail).


Abertura: Faça um pequeno resumo do texto (500 caracteres ou 70 palavras), incluindo as conclusões do trabalho.


Siglas: Evite-as. Se necessárias, devem ser explicadas por extenso e apresentadas entre parênteses.


Abreviaturas: Não devem ser usadas.


Menções: Quando houver menção a outros autores, deve ser fornecido prenome e nome da pessoa citada, sua especialidade, nacionalidade e ano de nascimento e morte para os já falecidos. Exemplo: O físico alemão Albert Einstein (1879-1955).


Notas de pé de página e agradecimentos: Por razões de estilo, a revista NÃO os usa. Eventuais citações e referências -- sucintas -- devem ser incorporadas ao artigo. Exemplo fictício: Em seu livro A arte de estudar , o lingüista norte-americano John White (1903-1979) apresenta sua teoria sobre o desenvolvimento da linguagem.


Sugestões de leitura: Só são exigidas nos ARTIGOS . Deve ser fornecida uma pequena lista ( até quatro títulos ) de livros sobre o tema abordado no artigo. Dê preferência a livros publicados em português e de leitura simples e acessível (não cite artigos ou teses para os quais o leitor não tera acesso). Os livros devem conter sobrenome e iniciais do prenome do autor, título, cidade da publicação, editora e ano.


Ilustrações: Os artigos devem ser acompanhados por ilustrações (fotografias, desenhos, mapas, gráficos e/ou esquemas) que podem ou não ser referidas no texto. Em caso de foto cor, deve ser dada preferência a cromos ( slides ) que permitem melhor reprodução gráfica. As imagens devem apresentar uma qualidade tal que permita sua ampliação. Fotos de má qualidade obrigam sua publicação em tamanho reduzido, o que invariavelmente compromete a informação aí contida, além de tornar o artigo pouco atraente. Todas as ilustrações devem vir acompanhadas de créditos e legendas claras, de maneira que, em seu conjunto, as figuras sejam auto-explicativas. Em outras palavras, o conjunto de ilustrações deverá permitir que o leitor compreenda o conteúdo do artigo sem que tenha que se referir ao texto.


O autor deve apresentar seus resultados quantitativos sob a forma de gráficos e não tabelas. Além de tornar o artigo demasiadamente árido, as tabelas nem sempre são de fácil compreensão. Tabelas muito extensas afugentam os leitores. Se os editores perceberem que uma tabela pode ser substituída por um gráfico, o artigo será devolvido ao autor para a devida alteração.


Gráficos, mapas e esquemas devem ser informativos e podem sofrer modificações formais pelo Departamento de Arte. Palavras e números não devem ser incluídos sobre a ilustração. Sua posição deve ser indicada em cópia do original. Imagens enviadas em disquete ou por e-mail devem ter uma resolução de, no mínimo, 300 dpi nas extensões tif, gif ou jpg. Não servem fotos em formato ‘doc’.


Foto do autor (somente para a seção Opinião e Polêmica): Pedimos o envio de uma ou mais fotos pessoais do rosto do autor (com boa definição e, no mínimo, ampliada em 9 x 12 cm) para publicação junto com o texto. Escolha as mais descontraídas (o cenário é livre) e as que o retratem melhor.


CH On-line: O material para publicação (artigo e fotos) pode ser usado pelo serviço On-line da revista para divulgação do mesmo. Se tiver algum recurso a mais -- como filmes, vídeos ou sons -- para enriquecer seu artigo, envie-o para a redação.


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DICAS PARA ESCREVER TEXTOS DE DIVULGAÇÃO


Lembre-se de seu público: Estudantes de ensino médio e universitários não são obrigados a entender tudo sobre qualquer área. Explique noções que podem parecer básicas mas que não são necessariamente conhecidas pelo público geral.


Use analogias: Comparações com situações concretas ajudam a aproximar conceitos teóricos ou abstratos da realidade do leitor.


Não use palavras difíceis nem jargões: Evite termos técnicos que só afastam o leitor. Procure palavras semelhantes mais simples. Sempre é possível explicar conceitos difíceis. Quando for inevitável -- inevitável mesmo -- use a tal palavra mas explique em seguida do que se trata.


Capriche na abertura: As linhas iniciais são fundamentais para prender a atenção do leitor. Conte parte de suas conclusões no início. Imagens fortes, depoimentos de impacto, temas de interesse, analogias ou toques de humor podem ser usados para motivar a leitura do texto.


Seja conciso: O espaço da revista e o tempo do leitor são preciosos. Procure dar a informação essencial -- sem se apegar a detalhes -- da forma mais concisa possível.


DIREITOS AUTORAIS

Os direitos autorais passam a ser propriedade da revista. Após a publicação, os artigos podem ser veiculados em outros meios desde que citada a fonte primária: ‘Este artigo foi publicado originalmente em Ciência Hoje (v. n, n o n, p. n) ’.


REMUNERAÇÃO


Todos os autores recebem dois exemplares da edição em que seus textos foram publicados. Além disso, os autores de ARTIGOS podem escolher uma das seguintes opções da Ficha para Remuneração de Autores , enviada imediatamente após a publicação: renovação da atual assinatura; uma assinatura anual; 15 exemplares da edição em que o texto foi publicado; 15 exemplares avulsos ou dois volumes, com seis exemplares cada, encadernados. Já os autores de SEÇÕES têm as seguintes opções: 10 exemplares da edição em que o texto foi publicado ou 10 exemplares avulsos* ou um volume encadernado, com seis exemplares. (*Estão esgotadas as edições de n o 01 a 07, 09, 11, 50 e 51.)


ENDEREÇO PARA ENVIO DOS ARTIGOS


O original (impresso e em disquete, ou via e-mail), acompanhado de ilustrações e legendas, deve ser encaminhado para:

CIÊNCIA HOJE - Secretaria de Redação
Av. Venceslau Brás, 71 - fundos - casa 27
CEP 22.290-140 - Rio de Janeiro / RJ
fone: (21) 2109-8999 / fax: (21) 2109-8958
E-mail:
cienciahoje@cienciahoje.org.br


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Resenha resumo e resenha crítica

Olá, turma!

Na última aula surgiu a dúvida: como fazer uma resenha crítica?

Vamos lá, tem um Guia de Produção Textual da PUC-RS muito interessante.

Ele começa pelas definições e vai explicando até chegar aos exemplos. Vale conferir clicando aqui.

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E não se esqueçam da dica:


Resenha-resumo:
É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor.

Resenha-crítica:
É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.

Agora um dos exemplos de resenha crítica citado no guia:

Um gramático contra a gramática


por Gilberto Scarton

Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino (L&PM, 1995, 112 páginas) do gramático Celso Pedro Luft traz um conjunto de idéias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veemente, o ensino da gramática em sala de aula.

Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".

O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística; o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante.

Essa fundamentação lingüística de que lança mão - traduzida de forma simples com fim de difundir assunto tão especializado para o público em geral - sustenta a tese do Mestre, e o leitor facilmente se convence de que aprender uma língua não é tão complicado como faz ver o ensino gramaticalista tradicional. É, antes de tudo, um fato natural, imanente ao ser humano; um processos espontâneo, automático, natural, inevitável, como crescer. Consciente desse poder intrínseco, dessa propensão inata pela linguagem, liberto de preconceitos e do artificialismo do ensino definitório, nomenclaturista e alienante, o aluno poderá ter a palavra, para desenvolver seu espírito crítico e para falar por si.

Embora Língua e Liberdade do professor Celso Pedro Luft não seja tão original quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções aparecem em muitos teóricos ao longo da história), tem o mérito de reunir, numa mesma obra, convincente fundamentação que lhe sustenta a tese e atenua o choque que os leitores - vítimas do ensino tradicional - e os professores de português - teóricos, gramatiqueiros, puristas - têm ao se depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a gramática na sala de aula.

sábado, 5 de abril de 2008

Infográfico


Infográfico para jornal feito por usuário wiki reconstituindo a queda do dirigível Hindenburg



Infografia ou infográfico


Infografia ou infográficos são representações visuais de informação. Esses gráficos são usados onde a informação precisa ser explicada de forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos ou científicos. É um recurso muitas vezes complexo, podendo se utilizar da combinação de fotografia, desenho e texto.

No design de jornais, por exemplo, o infográfico costuma ser usado para descrever como aconteceu determinado fato, quais suas conseqüências. Além de explicar, por meio de ilustrações, diagramas e textos, fatos que o texto ou a foto não conseguem detalhar com a mesma eficiência.

Também são úteis para cientistas como ferramentas de comunicação visual, sendo aplicados em todos os aspectos da visualização científica.


Fonte wikipédia saiba mais...

Linha do tempo

Uma característica sempre presente na história da Receita Federal é a promoção de ações para melhorar o atendimento ao cidadão. A modernização de suas unidades, a capacitação de seus servidores, o investimento em infra-estrutura, a construção de parcerias nos setores público e privado e a utilização da internet como um ambiente para a prestação de serviços e informações, são exemplos claros dessa postura.

O sítio da Receita Federal, especificamente, além de criar facilidades de atendimento aos contribuintes, tem incentivado a inclusão digital e promovido redução de custos de toda ordem, tanto para o Estado como para o cidadão.

Conheça os fatos marcantes da história do sítio da Receita Federal através desta “Linha do Tempo”.



Fonte Receita Federal


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Para conhecer outras linhas do tempo clique aqui




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Curiosidade: conheça o site PONTEIRO e faça busca por datas.


Veja também a Linha do tempo de HARRY POTTER


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Não se esqueça que uma linha do tempo bem elaborada segue alguns critérios tais como:

1. cronologia
2. relevância da informação
3. curiosidade/inovação
4. pertinência (a informação deve ser pertinente ao tema da linha)
5. equilíbrio (textos com tamanhos equilibrados, nem tão sintéticos, nem longos)
6. introdução sobre o que se trata a linha do tempo
7. linguagem adequada ao público-alvo (atenção ao leitor)
8. imagens (bem escolhidas) que ilustrem o período a que se referem as informações


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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Fotonovela



Quadro a quadro, mas no papel
A fotonovela surgiu na Itália após a Segunda Guerra. As revistas resumiam enredos de filmes, que tiveram sua distribuição prejudicada pela crise econômica. Mais tarde, novas histórias passaram a ser contadas nessa forma de fotos combinadas com textos. No mercado brasileiro, títulos como Encanto, Grande Hotel (foto acima) e Capricho (foto abaixo) apareceram a partir da década de 50.





Almanaque Capricho. Sao Paulo: Editora Abril.
Ano 7, no. 475-B. (5/2/79).

FOTONOVELA

Considerada um subgénero da literatura, a fotonovela é uma narrativa mais ou menos longa que conjuga texto verbal e fotografia. A história é narrada numa sequência de quadradinhos (como a banda desenhada) e a cada quadradinho corresponde uma fotografia acompanhada por uma mensagem textual.

A fotonovela teve início na década de 40 em Itália e a sua origem foi motivada pela crescente popularização do cinema e a fama dos actores. A estabilização e o aperfeiçoamento técnico da fotografia, o acesso mais ou menos difícil de um público geral ao cinema e a inexistência ou limitada difusão da televisão são também factores importantes para o surgimento e sucesso da fotonovela . O neo-realismo em voga na Itália determinou as descrições quotidianas e a temática urbana e realista presente nas fotonovelas. Os iniciadores da fotonovela em Itália foram Stefano Reda e Damiano Damiani que começaram por publicar em revistas adaptações de filmes de sucesso (o chamado cine-romance que adaptou obras como O Conde deMonte Cristo, O Monte dos Vendavais, Ana Karennina, e A Dama das Camélias). Essas primeiras fotonovelas eram protagonizadas por actores populares e as revistas tentavam realçar um determinado tipo de imagem do actor em questão.

Mais tarde a fotonovela torna-se independente do cinema e caracteriza-se pelas suas intrigas sentimentais (a heroína é quase sempre uma rapariga de origem modesta que sonha com um amor cheio de obstáculos e dificuldades mas no final consegue o seu objectivo), as personagens não demonstram um grande desenvolvimento psicológico e são sempre estereotipadas (os bons são sempre bons e os maus arrependem-se no final ou sofrem as consequências), predomina o imaginário exótico, e, mais tarde o “suspense” e o sexo, os temas variam entre problemas afectivos, sociais, a procura de sucesso numa carreira, a justiça na sociedade, a ascenção social, a marginalidade, etc.

O público da fotonovela é um público maioritariamente feminino e culturalmente pouco exigente, com pouca formação e com um baixo poder económico. As revistas de fotonovela têm como finalidade a transmissão dos princípios éticos, morais e sociais concordantes com o sistema de valores da ideologia dominante através da integração da mulher na sociedade urbana.

Em França a primeira fotonovela data de 1949 e a sua expansão para Luxemburgo e Bélgica acontece logo depois. Em Espanha, a fotonovela surge nos finais dos anos 60 e conta com um público bastante extenso. Mais tarde a fotonovela chega à América latina e África do norte (a maior parte das revistas são traduções dos originais italianos). A fotonovela é um fenómeno que não tem ocorrência no mundo anglo-saxónico. É um produto de literatura de massas tipicamente latino.

A articulação narrativa da fotonovela é semelhante à da banda desenhada: um fotograma que apresenta um plano da acção acompanhado do texto verbal que reproduz o discurso das personagens, funcionando também como legenda ou resumo. O encadeamento da acção é lógico e cronológico, utilizando-se muitas vezes o recurso à elipse. A acção é, muitas das vezes, arrastada ao longo de vários números de uma revista o que aproxima a fotonovela do romance-folhetim do séc. XIX e do folhetim radiofónico. O narrador desempenha um papel importante na fotonovela uma vez que, para além de elucidar o leitor sobre a acção, enuncia também juízos de valor, ilações de teor moral, justificações sobre o comportamento das personagens e controla a acção, retardando-a e alongando-a. A linguagem utilizada nas fotonovelas é, normalmente redundante e expositiva para evitar a possibilidade de dúvidas ou conflito. Relativamente à fotografia nem sempre as fotonovelas possuem grande qualidade uma vez que a preocupação do consumo rápido e imediato das revistas e a preocupação do lucro fácil sobrepõem-se a uma maior noção artística. Os planos e os enquadramentos utilizados nas fotografias são quase sempre retirados do cinema.

Bib.: Angeluccia Bernardes Habert: Fotonovela e Indústria Cultural (Petrópolis, 1974)

Isabel Galucho

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Fotografia/imagem - publicação nas revistas - Tira-dúvida

Olá turma,


Sabemos que o jornalismo se faz de fatos, fontes, apurações etc para se construir textos e imagens.

A fotografia (e outras imagens, recursos gráficos também) tem grande importância em algumas mídias impressas.

No caso da revista, ela é essencial, pois acompanha o texto, ilustra, complementa e caracteriza a publicação. Por isso, precisamos escolher bem as imagens que irão compor matérias, entrevistas, artigos.

Além disso, é fundamental citar o autor (o chamado "crédito") da fotografia, ilustração, arte e colocar uma "legenda" - no caso da foto - (texto curto, em geral localizado na parte inferior de uma fotografia, que explica e contextualiza a imagem).


Vale lembrar que um bom jornalista precisa ser curioso, investigativo e, sobretudo, um pesquisador. É por intermédio da pesquisa que se obtêm informações muitas vezes difíceis de se encontrar durante uma simples apuração na rua. É pela pesquisa e ampla leitura que adquirimos "experiência" quanto à feitura de publicações e gêneros textuais.

Se queremos ser bons fotojornalistas devemos ver e analisar as mais diversificadas fotografias, se queremos ser bons jornalistas-redatores devemos ler e analisar os mais diversificados tipos de textos e assim por diante. E, textos e fotos estão por ai, à nossa disposição nos jornais, nas revistas etc.

Concluíndo, a dica é: se a pesquisa for na internet privilegie as fontes de credibilidade e não deixe de citá-las. Afinal, temos o dever de cumprir a regra dos direitos autorais. Isso é jornalismo com responsabilidade.

Espero ter sanado as dúvidas quanto à legenda e ao crédito fotográfico. Veja exemplos a seguir.

Abraços e até a próxima,

Solange

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Abaixo, alguns exemplos de fotografias publicadas on-line:


Na Revista Veja (clique na imagem para ampliá-la):





Clique aqui para ver um exemplo de legenda (na imagem da câmera fotográfica) na Wikipédia. Para ver o crédito da imagem, no site da Wikipédia, clique na parte inferior, à direita, nos dois "quadradinhos"ou na própria imagem.





Exemplo da Revista IstoÉ online


De olho no amanhã


A profissão de futurista já existe. É ensinada em sala de aula, com direito até a diploma


CLAUDIA JORDÃO



VISÃO Rosa Alegria é a única brasileira formada em estudos do futuro




Ela é capaz de enxergar 50 anos à frente, está sempre pensando e falando sobre o futuro e vê o mundo por um prisma diferente. Enganase quem acha que Rosa Alegria é algum tipo de vidente auxiliada por cartas de tarô ou bola de cristal. Pelo contrário, seu ofício tem base científica. Graduada em letras pela Universidade de São Paulo (USP), Rosa, 50 anos, é mestre em estudos do futuro pela Universidade de Houston, nos Estados Unidos. Formada em 2002, é a única futurista brasileira.

Rosa analisa o presente, aponta tendências e antecipa acontecimentos com base em informações sociais, demográficas, econômicas, tecnológicas, ambientais e de governo. Aprendeu a enxergar bem longe – diferente dos economistas, por exemplo, que costumam fazer previsões para até três anos. “É preciso deixar de olhar no retrovisor e acender o farol de milha”, diz ela.

Um futurista presta consultoria para empresas privadas e instituições públicas. Nos Estados Unidos, órgãos como a Nasa e empresas como Coca-Cola e IBM recorrem a esses profissionais. Rosa já estudou casos de gigantes como Pão de Açúcar, Phillips e C&A – todos através de uma consultoria de varejo. Essas empresas querem saber tendências de consumo nos próximos anos. “Para inovar, é preciso ‘ver’ as oportunidades e os problemas que estão por vir antes de todos”, diz Rosa. No futuro, diz ela, seremos uma sociedade ecologicamente correta. “As pessoas serão superconscientes com a preservação do meio ambiente”, aposta. “Vão querer saber se tal algodão é transgênico, se seu cultivo envolve mão-deobra escrava ou infantil, onde é fabricado, como é transportado, etc.”

O futurismo é uma carreira nova. A Universidade de Houston foi a primeira a oferecer mestrado em 1974 e há apenas outras quatro universidades no mundo com o curso na grade. Ela recorda os olhares de estranheza no campus. “Éramos (os alunos de Estudos do Futuro) os loucos da universidade. Deviam pensar: ‘Por que perdem tempo pensando no futuro com tanta coisa para resolver no presente?’”, diz Rosa. Hoje, a consultora acredita que as pessoas estão mais informadas sobre seu trabalho e mais interessadas em pensar no futuro. “No ensino fundamental as crianças têm aulas de história, mas não são encorajadas a pensar o país que querem viver”, diz ela. “Para melhorar, temos que nos preparar para o futuro.”

PARA SER FUTURISTA
Só há cinco escolas no mundo que formam mestres em estudos do futuro

-University of Houston e University of Hawaii, nos Estados Unidos, University of Swinburne, na Austrália, Turku School of Economics, na Finlândia, e Conservatoire Nacional des Arts et Métiers
-O currículo traz matérias como sociologia, economia e estatística direcionadas para as transformações.



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Mais conceitos, segundo a Wikipédia (enciclopédia livre):

Do latim, legendas são coisas que se devem ler.

No cinema e televisão é o texto que acompanha uma imagem, conferindo-lhe um significado ou esclarecimento. Seu maior uso é na tradução de textos e diálogos de filmes, acompanhando o mesmo em sobreposição, normalmente na zona inferior da película.

no jornalismo, legendas são os textos que aparecem imediatamente abaixo ou ao lado (ou ainda, mais raramente, acima) de uma fotografia, identificando-a, contextualizando-a e acrescentando alguma informação a partir da matéria que a acompanha. Ver, também, para este fim, o verbete Diagramação.

Usado muito em Portugal, para traduzir a fala de uma pessoa de outro idioma, mantendo a fala original, com legendas.

Possíveis sinônimos para o termo são: letreiro, inscrição, rótulo e dístico.


Crédito fotográfico - direito autoral

No Brasil a lei do direito autoral garante ao fotógrafo, pode ser a primeira de sua vida, mas que tenha o nome do seu autor. Ao observarmos as publicações de renome e as que são dignas publicam num cantinho da fotografia o nome do fotógrafo, mesmo que acompanhado de possível Agência de Notícias, bem como seu veículo de comunicação. O crédito fotográfico obrigatório em todas as publicações, mundialmente conhecido como tal onde o nome do fotógrafo deve constar na obra.


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