quarta-feira, 4 de março de 2009

Atividade: visitando uma banca

Registra a wikipédia que as bancas de jornal e os jornaleiros são a última etapa da cadeia de produção e distribuição dos produtos de jornalismo impresso e editoriais.
Nas grandes cidades brasileiras, as bancas são quiosques de venda de publicações periódicas, instaladas em pontos estratégicos como esquinas e avenidas de grande movimento.
Nos EUA, por outro lado, a maior parte dos jornais é vendida em máquinas automáticas acionadas com moedas. Em alguns outros países, os jornais e revistas são vendidos em livrarias, tabacarias, charutarias, bombonieres e outras lojas específicas.


Os jornaleiros (ou gazeteiros), que vendem exemplares avulsos na rua, costumam trabalhar pelo sistema de consignação, recebendo comissão percentual ao valor de cada jornal ou revista vendido e devolvendo à distribuidora ou editora os exemplares não vendidos ("encalhados").

Os produtos mais comumente vendidos em bancas de jornal são, entre outros:

jornais - revistas - revistas de histórias em quadrinhos ou gibis - álbuns de figurinhas e seus respectivos cromos colecionáveis

Recentemente, a estratégia de marketing das editoras e jornais tem incluído a comercialização conjunta de produtos de valor agregado e colecionáveis — como CDs e DVDs, ou até mesmo atlas e enciclopédias encartados em fascículos —, que vêm incluídos no preço da publicação ou que podem ser adquiridos opcionalmente por um custo adicional. Em certos casos, a receita da venda destes produtos não vai para o jornaleiro, e sim para a editora.


Bancas de jornal também costumam vender outros artigos de pequeno valor não-relacionados a publicações, como isqueiros, cigarros, cartões telefônicos e pilhas.


Uma tendência que vem crescendo na Europa e em outros países do Primeiro Mundo é a distribuição gratuita de jornais, em metrôs e supermercados. Estes jornais são mantidos exclusivamente pela receita publicitária, em lugar da venda. Nestes casos, as bancas são dispensáveis para a circulação, o que às vezes atrai a antipatia por parte dos jornaleiros contra estas publicações.


Além das bancas de jornal, as publicações editoriais ou periódicas têm como alternativa para distribuição também os sistemas de assinatura ou subscrição.


No Brasil, o Dia do Jornaleiro é instituído no dia 15 de novembro.
______________________
Exercício proposto:
Visite uma banca de jornais/revistas e faça uma "pesquisa-experiência" nela.
Aguce a curiosidade e veja quais publicações estão em detaque, converse com o jornaleiro e saiba das revistas mais procuradas, investigue o tipo de leitor/consumidor que frequenta o estabelecimento, vivencie esta visita e narre aqui (nos comentários) sua experiência.
Diga os pontos que mais lhe chamaram à atenção durante a pesquisa e o por quê.
Não se esqueça de assinar a postagem.
______________________
Prazo: Sexta-feira 06/03/2009 - atividade avaliativa
_____________________
...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Aviso: próxima aula

Oi galera!

Conforme prometido venho trazer notícias:

HAVERÁ aula na próxima sexta-feira (27/02), na qual faremos um debate (valendo nota) sobre o livro Jornalismo de Revista (Marilia Scalzo).

Não se esqueçam de levar a resenha para entregar (impressa ou manuscrita).

beijinhos e até lá

Solange

p.s. quem estiver com dificuldades de abrir o link para fazer a linha do tempo (história das revistas) tente por aqui.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Resenha resumo e resenha crítica

Olá, turma!

Na última aula surgiu a dúvida: como fazer uma resenha crítica?

Vamos lá, tem um Guia de Produção Textual da PUC-RS muito interessante.

Ele começa pelas definições e vai explicando até chegar aos exemplos. Vale conferir clicando aqui.

________________________

E não se esqueçam da dica:


Resenha-resumo:
É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor.

Resenha-crítica:
É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.

Agora um dos exemplos de resenha crítica citado no guia:

Um gramático contra a gramática


por Gilberto Scarton

Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino (L&PM, 1995, 112 páginas) do gramático Celso Pedro Luft traz um conjunto de idéias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veemente, o ensino da gramática em sala de aula.

Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".

O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística; o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante.

Essa fundamentação lingüística de que lança mão - traduzida de forma simples com fim de difundir assunto tão especializado para o público em geral - sustenta a tese do Mestre, e o leitor facilmente se convence de que aprender uma língua não é tão complicado como faz ver o ensino gramaticalista tradicional. É, antes de tudo, um fato natural, imanente ao ser humano; um processos espontâneo, automático, natural, inevitável, como crescer. Consciente desse poder intrínseco, dessa propensão inata pela linguagem, liberto de preconceitos e do artificialismo do ensino definitório, nomenclaturista e alienante, o aluno poderá ter a palavra, para desenvolver seu espírito crítico e para falar por si.

Embora Língua e Liberdade do professor Celso Pedro Luft não seja tão original quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções aparecem em muitos teóricos ao longo da história), tem o mérito de reunir, numa mesma obra, convincente fundamentação que lhe sustenta a tese e atenua o choque que os leitores - vítimas do ensino tradicional - e os professores de português - teóricos, gramatiqueiros, puristas - têm ao se depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a gramática na sala de aula.